Esquecimento é comum entre os eleitores

8 de outubro de 2009

Realizada durante as Eleições Municipais de 2008

Por Mayara Barbosa

As Eleições Municipais 2008 ocorrem hoje em todo o país. Os eleitores devem comparecer aos seus respectivos locais de votação até às 17h munidos de seus títulos eleitorais e da famosa “colinha” com os números de seus candidatos.

O período das eleições municipais é um momento de grande agitação nas cidades brasileiras. Em geral, os cidadãos vêem nas eleições uma possibilidade de mudanças e uma ocasião decisória para os novos rumos de sua cidade.  A população se divide entre as pessoas mais entusiasmadas, que saem às ruas em defesa de seus candidatos, e outras, menos envolvidas, que preocupam-se em cumprir seu dever cívico de votar.

Os meses antecedentes ao dia da eleição são destinados à preparação tanto dos candidatos, como também dos eleitores. É o período em que a população busca informar-se sobre os políticos e suas propostas. “É a única maneira de conhecermos melhor os candidatos”, afirma a eleitora Valéria da Silva Souza, moradora do bairro Jardim Paulista.

No entanto, a atenção destinada à política pelos eleitores acaba, na maioria das vezes, com o final das votações. Muitas pessoas só se lembram de seus direitos como eleitor e cidadão daqui a quatro anos. É freqüente o número de eleitores que esquecem quais candidatos votou em eleições passadas.

Uma das possíveis causas para esse esquecimento está na construção da memória como um registro histórico e social. Como o exercício democrático no Brasil é recente muitos eleitores ainda não estabeleceram um vínculo de compromisso com o direito de voto e nem desenvolveram a idéia de importância que ele representa. O professor de ciências políticas, Fábio Ricci, explica que a falta de memória da população tem relação direta com o exercício da cidadania. “O esquecimento dos eleitores é uma negação da cidadania”. De acordo com o professor, muitas pessoas escolhem seus candidatos em troca de favores pessoais, o que implicaria a não memorização dos representantes escolhidos.

Para o psicólogo social Régis Toledo de Souza, a responsabilidade para a falta de memória não cabe somente aos cidadãos. “Uma grande parte dos candidatos surge de uma hora para outra com compromissos insipientes”. Grande parte dos eleitores partilha do mesmo pensamento. “Alguns políticos só aparecem na hora da eleição”, enfatiza o funcionário público Edevaldo Reis Pinto, morador do Parque Três Marias.

O esquecimento dos eleitores é uma questão complexa e não pode ter um caráter generalizador. Muitos cidadãos acreditam que o voto consciente seja a alternativa para que as pessoas se lembrem de suas escolhas em outras eleições. “Não adianta votar por votar. Eu tenho 70 anos e ainda voto”, argumenta a aposentada Osíris de Alcântara Araújo, moradora do bairro Independência.

Há também uma parcela da população que procura guardar na memória os representantes políticos escolhidos para que depois possa reivindicar melhorias para a sua cidade. “Nós deveríamos nos lembrar dos candidatos para cobrarmos depois nossos direitos com argumentos”, defende o funcionário público.

Foto abaixo durante a realização de um Boletim ao vivo para a FM UNITAU sobre a cobertura das eleições. Na foto, Mayara Barbosa e Juliana Oliveira (hoje estudante da Univap).

Boletim ao vivo

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