De amadora a vencedora de concurso

8 de outubro de 2009

Entrevista ping pong feita para o Jornal Vale Repórter em Abril de 2009

Por Mayara Barbosa. Colaboração Felipe Rodrigues

Raquel Guimarães conquistou prêmio nacional de fotografia em competição universitária

” Uma estudante de Jornalismo que virou notícia”. É assim que Raquel Guimarães dos Santos, 21 anos, define o atual momento de sua vida.

Cursando o 3º ano de Comunicação Social na Universidade de Taubaté, a estudante conquistou o 1º lugar na segunda edição do Concurso Universitário de Fotografia promovido pela Sony com o tema “O meu olhar sobre o Brasil”.

Para quem só havia ganhado uma garrafa de vinho em um bingo em toda a vida, Raquel recebeu como prêmio um equipamento fotográfico profissional. Detalhe: foi o primeiro concurso do qual ela participou. A foto escolhida pela aluna e seu professor de fotojornalismo, João Rangel, foi feita em Aparecida (SP) durante a tradicional festa folclórica de São Benedito. Na competição, Raquel ganhou por unanimidade de votos.

Em meio a cliques, flashes e entrevistas, frutos de sua recente conquista, a estudante conversou com o Vale Repórter sobre sua relação com a fotografia e os detalhes decomo é ser uma ganhadora!

Vale Repórter – Como surgiu o seu interesse pela fotografia?
Raquel Guimarães – Eu comecei a gostar de fotografia por causa do meu pai. Ele não é fotógrafo, mas sempre gostou muito de fotografia. Eu acabei adquirindo esse gosto pela foto, que é uma maneira de arte muito bonita, muito expressiva.

VR – O que a fotografia representa para você?
Raquel – A fotografia é uma maneira de expressar a visão sobre as coisas, a fotografia é uma maneira de arte.

VR – Como surgiu o interesse pelo concurso?
Raquel – Eu vi no Departamento o cartaz e achei interessante um prêmio de fotografia universitário. Conversei com o professor Rangel, vi que o tema era o meu olhar sobre o Brasil e tinham as fotos que eu fiz em Aparecida no ano passado. Eu perguntei para ele se poderia mandar as fotos de Aparecida. Ele disse que seria oportuno selecioná-las. Mandei três fotos de lá.

VR – Como foi a experiência de ter participado do concurso e ter ganhado?
Raquel – Em relação a ganhar, eu não esperava mesmo. Eu nunca ganhei nada em um concurso, só uma garrafa de vinho em um bingo! É uma coisa inacreditável até agora. Ontem eu estava mexendo nos equipamentos, fui ler os manuais para ver como funciona. É estranho porque você tem tudo aquilo ali, tudo seu, e o concurso é muito grande, é um concurso nacional. É muito estranho! Eu não acredito até agora que isso aconteceu comigo!

VR – Por que você escolheu a foto vencedora e o que ela representa?
Raquel – Das fotos que eu fiz em Aparecida, nós selecionamos dez para mandar e que se adequavam ao tema. Dessas fotos, ainda deveriamos selecionar três. Olhamos para aquela foto e dissemos: essa tem que ir, essa com certeza vai. Mas não tem um motivo. Ele disse que era interessante mandar essa porque é retrato, e retrato é legal. Eu também gostei muito dela.

VR – Sobre o tema do concurso, qual é o seu olhar sobre o Brasil?
Raquel – É o que está retratado na foto, que são as festas populares. A característica do Brasil é a mistura das raças e tudo de bom que aquilo ali reflete na nossa sociedade, na formação da nossa sociedade. Essas festas culturais, essa religiosidade, ao louvar os santos, de festejar os santos. É o maracatu, é o frevo, o samba, a capoeira, que são coisas que vieram para a gente e que foram adaptadas por nós. Eu acredito que é isso. A força do povo, a garra do povo e os festejos.

VR – Qual a emoção de ter ganhado o concurso? Como você se sente?
Raquel – Eu acredito que isso vai me abrir bastante portas. É interessante porque é o jornalista que virou notícia, a estudante de Jornalismo que virou notícia. Eu gostei da repercussão que houve. Eu não esperava… foi relativamente grande. Quando eu ponho meu nome na internet, no Google, aparece um monte de coisa…

VR – Qual a importância desses concursos para os fotógrafos amadores?
Raquel – Eu não sou uma pessoa extremamente experiente em técnica. Eu deveria saber muito mais porque é o que eu quero fazer para minha vida profissional. É extremamente importante porque serve de estímulo e motivação para que eu estude mais e faça meu trabalho melhor. É importante que todo mundo participe.

VR – O que mais gosta de fotografar?
Raquel – A cultura popular. Sempre que tem roda de capoeira eu tento ir para ver e tirar foto. Participo do grupo de maracatu daqui de Taubaté e tento fazer fotos. São coisas mais difíceis de fotografar porque há mais movimento. Também participei da festa de São Benedito. Gosto de fotografar as manifestações populares e coisas banais do cotidiano, que são bonitas e que despertem a vontade de fazer a foto.

VR – Daqui em diante, como pretende dar continuidade ao seu trabalho fotográfico?

Raquel – Agora que eu tenho o equipamento, fica mais fácil trabalhar. Fazer freelas, bater fotos por acaso. E ver o que vai dar.

raquel2

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